Textões

A semana está corrida e quem acabou sofrendo as consequências foi o blog que deu uma parada. Mas vamos lá.

– Eu acho fantástico que haja uma revista que fale sobre revistas. De verdade. No Brasil tem a PublishNews que é bacana e que ainda vai acabar aparecendo nesse blog, mas descobri recentemente a The Review Review que só pelo nome super-meta-meta já mereceria citação. Mas quero falar especificamente desta entrevista com Nin Harris, editora da revista Truancy, em que fala entre outras coisas sobre CONTOS DE FADAS CONTEMPORÂNEOS, e meio que detona com todo esse sistema ridículo que parece que congela contos de fadas (ou folktales) necessariamente no século XIX. O mundo literário às vezes parece que resolveu se dividir entre Antes dos Grimm e depois dos Grimm. Se não for ler a entrevista, leia pelo menos a citação: “I don’t think fairy tales will ever stop being vital to any age. As for fairy tale types, that question is rather fraught. We need, I believe, a strong alternative to Eurocentric classification systems. I think as we move into the future we will have newer systems of classification, and newer ways of understanding why the folk and fairytale is so integral to all of our cultures”.

– A Marina Cristaldo, que já publicou com a gente no verão passado e nesse inverno e cujos textos nós claramente adoramos, também tem um blog onde escreve todas as coisas que ela não envia pra Raimundo, e isso é bastante coisa. Enfim, esses dias ela escreveu tendo um pesadelo com Tarsila e contando que viu Tom Zé comprando um requeijão, e acho que é mais do que o suficiente para que qualquer um queira ler.

– Eu colocaria o texto no original em espanhol aqui se tivesse, mas como fui trombar com o Mario Levrero em inglês na ótima nova edição da Asymptote, vai a tradução em inglês mesmo. Afinal, não é todo dia que se tromba com Levrero falando de casas abandonadas misteriosas tomadas por homenzinhos de onze centímetros. Enfim, achei que vocês deveriam ser avisados.

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